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“Estou satisfeitíssima, é o melhor dos mundos. Antes trabalhava na especialidade de aconselhamento para clientes e planejamento estratégico em uma empresa de enorme porte. ]”, relata Ana Biglione, de São Paulo. Tal como ela, várias pessoas depositam no chamado “terceiro setor” a esperança de unificar seus ideais de existência com a atividade remunerada. Antes de trabalhar no IDIS, Ana percorreu o que chama de “período de transição”. Este tempo durou cerca de 8 meses durante o qual Ana trabalhou como voluntária em várias instituições e participou de diversos cursos voltados à gestão de iniciativas sociais.
“Para mim, foi super-considerável ir neste tempo de aprendizagem”, visto que, para ela, “as linguagens, os contextos, a mentalidade dos dois setores são muito diferentes”, declara. A migração se justifica, também, pelos números. Você Entende A Diferença Entre MBA E MBE? , o terceiro setor absorvia por volta de 1,5 milhão de trabalhadores, segundo pesquisa publicada na liga entre IBGE, Abong, Ipea e Gife.
Isto significa que 500 mil novos empregos haviam sido construídos no setor nos sete anos anteriores à procura, o que o torna uma atrativa fonte de empregos. Comparativamente, no mesmo ano, o setor público federal empregava 1/três nesse número. Justifica-se, também, por outros fatores, como os apontados por Arnaldo Motta em seu postagem publicado nesta edição.
A “necessidade de profissionalizar” o setor é um deles. Contudo o que implica profissionalizar uma iniciativa social? Investir pela capacitação de gestores e coordenadores? Contratar experts da iniciativa privada? Moldar para o terceiro setor modelos bem-sucedidos do setor privado? E como estas modificações afetam a própria organização social que pretende se profissionalizar? No caso da Liga das Senhoras Católicas, faculdade filantrópica nacional, fundada em 1923, a profissionalização foi importante para assegurar superior abrangência de atuação e para sua própria sobrevivência.
Carola Matarazzo, vice-presidente da Liga, diz que “com o crescimento do terceiro setor algumas algumas instituições surgiram e, com elas, chegou a ‘concorrência’. Antigamente, os empresários tiravam dinheiro do próprio bolso e ajudavam as poucas empresas existentes. Hoje, esses mesmos empresários têm, em tuas corporações, institutos responsáveis por ver e gerenciar o dinheiro doado.

Diante dessa alteração no terceiro setor, a Liga precisou profissionalizar sua gestão a final de concorrer com empresas que já nasciam profissionais. ]; alterar a forma de raciocinar a gestão da diretoria da data bem como foi uma contrariedade, apesar de superada”, coloca. Em outras instituições, a discernimento nunca existiu ou foi facilmente superada. ]. “Para nós foi muito descomplicado pelo motivo de desde o começo sabíamos o que é e o que é ruim dos dois mundos”, diz Implantação De Big Data , diretor do Instituto.
Pra ele, a idéia de profissionalização está muito ligada à dedicação exclusiva do profissional à iniciativa: “Desde que criamos o Museu, imediatamente todos abandonaram o que faziam pra trabalhar só nele - ele nunca foi segunda opção”, esclarece. Como profissionalizar sem perder a identidade? Quais são as competências necessárias pra profissionalização?
O que seriam resultados razoáveis no curto, médio e enorme prazo? ] que iniciasse o modo com a realização de um diagnóstico das reais necessidades de profissionalização. Tenho receio de que as organizações sigam “tendências” sem saber exatamente o porquê. Sugeriria também que pensassem em um recurso por etapas, estabelecendo prioridades e com marcos a serem celebrados durante o percurso. O rumo pra profissionalização não é curto e as pequenas vitórias merecem ser comemoradas no decorrer do trajeto. Por último, diria que o histórico de expansão da faculdade deve ser inscrito e valorizado.
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